2018 e a exposição do meu filho nas redes sociais

Este mês, o blog completa 6 anos de existência. Faz seis anos que, não me lembro porquê, decidi começar a escrever sobre nossa experiência com o autismo em uma plataforma gratuita. Acho que queria desabafar e também ocupar a cabeça.

O primeiro post do blog foi bem o que o WordPress propunha: um “olá, pessoas”. Uma apresentação. E lá fui eu me apresentar. O resultado, ilustrado com uma imagem bem fofa do Theo bebê, você pode ler AQUI.

Eu terminei este primeiro post da seguinte forma:

“Resolvi fazer esse blog por vários motivos: para ajudar pessoas na mesma situação, para dividir angústias e alegrias e para documentar a rica história do meu menininho. Que ele possa, no futuro, ler o que ficou registrado aqui e ter muito orgulho de suas conquistas e superações!”

Definitivamente, eu não tinha a menor ideia da dimensão que este diário surgido no impulso iria tomar. Ele acabou não virando só um registro da nossa história, mas uma forma de disseminar informações – que eu considero confiáveis – sobre o autismo no meio ao caos de tudo o que você pode encontrar sobre o assunto no Google. Virou, também, uma forma de apoiar outras mães em meio ao luto do diagnóstico, a desesperança, o medo.

Pois bem. O tempo foi passando e, na medida em que eu compartilhava fotos do Theo com relatos de conquistas – ou, simplesmente, fatos cotidianos – , ia recebendo mensagens de outras mães sobre como isso as encorajava. Se o Theo se comportava bem em um restaurante, muitas viam isso como “meu filho também pode chegar lá”. Se o Theo aprendia uma nova habilidade, eu lia “ver ele fazer isso com esta idade me dá esperança a respeito do meu filho”.

Com o crescimento do alcance do blog, as críticas também começaram a chegar. Ouvi que expunha demais meu filho na internet, que isso era ruim. Ouvi coisas piores e totalmente sem sentido. E sempre argumentei que o lado positivo da exposição era bem mais forte, que nunca expus meu filho de forma negativa (nunca mostrei crises, por exemplo), e o principal: se um dia ele me dissesse que não gostava de se ver na internet, eu deletaria absolutamente tudo. TUDO. Sem dó.

Tendo dito isto, estamos em 2018. E, neste ano, Theo completa 10 anos de idade. Idade de duplo dígito. Quase uma pré-adolescência. O pé já está do tamanho do meu. Já prevejo a necessidade de procurar um desodorante pra ele. O tempo passa sem dó.

E, na última semana de 2017, comecei a refletir sobre isso tudo. Minhas conclusões: não me arrependo de nada. De verdade. Não fiz com o intuito de “apare