A difícil inclusão escolar


Chega de “mimimi”!


Como prometido, juntei alguns depoimentos de pais sobre a recusa de algumas escolas em aceitar a matrícula de seus filhos com autismo ou outros tipos de necessidades especiais. E aqui estão as desculpas esfarrapadas – e, por vezes, cruéis – dadas aos pais:

1) “Não sabemos como lidar com o comportamento da criança. Ela precisa de algo melhor, mais específico”.

2) “Seu filho não deveria continuar aqui. Ele não tem o perfil da escola.”

3) “Seu filho não se encaixaria na escola, não seria aceito pelos colegas e não conseguiria participar das atividades”. (Isso foi falado pra uma mãe após uma “avaliação” de 10 minutos!!)

4) “Não temos o que fazer por ele. Não temos condições de tê-lo aqui”.

5) “As notas do seu filho não são do nível da escola”. (detalhe: essa escola cobra R$ 4 mil pela mensalidade!!!)

6) “Sugerimos que você o coloque em escola especial, pois não temos estrutura”. (A coordenadora dessa escola ainda demitiu a professora da criança em questão, que se dedicou, se especializou sem a ajuda da escola e cobrava providências dela)

7) “Não podemos recebê-lo porque não temos profissionais pra atendê-lo”.

8) “Não temos mais vagas“. (Isso, somente após descobrirem que a criança era autista)

9) “Seu filho destoa muito das outras crianças”. (Detalhe: segundo eles, destoa por ser alto!!!)

10) “Se ele fosse “normal” teria vaga, mas como ele é um portador de deficiência, ele iria acabar prejudicando as outras crianças”. (SIM!!!)

11) “Pedimos que tire seu filho da escola porque o parquinho da escola é perigoso para ele”. (…)

12) “Seria melhor se ele começasse apenas no ano que vem, pois não se entrosaria com a turma”.

13) “Seus filhos só atrapalham as outras crianças, não aprendem nada, e a culpa é deles. Além disso, as outras mães não se conformam em terem os filhos na mesma sala dos seus”. (Recém adicionado. Sem comentários…)  

E, o pior: segundo uma mãe, a auxiliar da van escolar de sua filha contou que, uma professora, após levantar a criança do chão com violência, ainda soltou em alto e bom som: “Peste! Não sei pra que essas crianças vêm pra escola!”.

Será que eu preciso dizer que isso tudo se resolveria com boa vontade, investimento e capacitação? Esse foi o desabafo de uma mãe: “Será que ter um filho especial nos torna, aos olhos dos outros, mães incapazes de perceber/ sentir rejeição, preconceito, humilhação?”. Depois disso, só dá pra terminar esse post com um “sem mais”. Vou ali morrer e já volto.  

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