Celebrando a criança

“Criança não trabalha, criança dá trabalho” ~ Palavra Cantada


Eu tive essa mania por muito tempo. “Ah, ele tá fazendo isso por causa do autismo!”. Ou “maldito autismo”.

Gente, acordei! O Theo é, antes de qualquer coisa, uma criança! Tudo bem que eu não tenho muito parâmetro. Ele é meu único filho e não há muitas crianças na família. Então, o que comecei a fazer é comparar muitos comportamentos dele com os meus na mesma idade. Tchanaaaaaam! Descobri que muitas traquinagens dele são coisas que eu mesma fiz quando era pequena! (Mãe, te amo…) 🙂

Alguns exemplos:

  1. Theo anda brincando muito com cuspe. Eca! Já tá no nível advanced, testando a textura e tudo. Já passou da fase das bolhas;

  2. Já tentou fazer “cavalinho” na Lola várias vezes;

  3. Gosta de subir em cima de todos os móveis (minha mãe tem histórias interessantes pra contar a meu respeito nesse quesito);

  4. Adora pular em cima da cama;

  5. Anda treinando pras Olimpíadas na modalidade “arremesso de itens diversos no quintal do vizinho”.

  6. Força o arroto e morre de rir. Como se não houvesse amanhã.

E não é só nas traquinagens, não. Outras provas de que Theo é UMA CRIANÇA:

  1. Adora pipoca, brigadeiro e sorvete

  2. Sente cócegas em todo canto

  3. Procura o colinho da mamãe quando se machuca

  4. Adora receber elogios

  5. Ama pulapula, escorregador, playground

  6. Adora passear de carro

  7. Ama um cafuné e um aconchego

  8. Tem medo do escuro

  9. Adora andar no cangote do pai

E é por essas e por outras que nunca me refiro a ele como “meu autista”. Sem críticas a ninguém…só não é o meu estilo. Theo não é o “meu autista”. É o MEU FILHO. Minha criança. Ele é muito mais do que o autismo!

Quando a gente percebe isso, para de ver a criança por trás do autismo e passa a ver o autismo por trás da criança.

O autismo faz parte dele, mas definitivamente não é o que dirige todos os seus gostos e comportamentos. Traz muitas dificuldades, mas elas não se sobrepõe à criança adorável que ele é.

E criança vai dar trabalho. Umas mais e outras menos.

Que tenhamos sempre paciência e muito amor pra lidar com as nossas!  

(Os conteúdos produzidos por Andrea Werner e disponibilizados no site são protegidos por copyright e não podem ser reproduzidos, total ou parcialmente, sem autorização expressa da autora, mesmo citando a fonte)

Foto: arquivo pessoal

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