Praticando o desapego

“A vida é muito curta e não há tempo pra ficar se preocupando e brigando, meu amigo” ~ Lennon/MacCartney

Passei por uma situação bem triste ontem, com o falecimento de uma pessoa conhecida. Bom pai, bom marido, foi-se embora cedo e deixou muitas saudades entre quem o conheceu. E, no resto do dia, eu só conseguia me lembrar daquela frase da música “We can work it out” dos Beatles: “a vida é curta”.

E a gente briga por tanta coisa besta, não é mesmo? A gente discute com as pessoas por tanta coisa pequena! Que perda de tempo! E o tanto que a gente reclama? Eu tento me policiar muito com isso, porque sempre me irritei com gente que só sabe se lamentar da vida.

A gente reclama da vida. Reclama do que pode mudar e do que não pode. No primeiro caso, por que não tomar uma atitude e mudar?? Se você reclama que está gorda, vá malhar! Vá fazer dieta! Se reclama que o casamento está ruim, o que você está fazendo pra melhorar a situação? Está infeliz com o emprego, procure outro!

Quanto a reclamar do que não podemos mudar…ah, todo mundo cai nessa de vez em quando. E é aí que precisamos, todos, praticar o desapego. De verdade! Tem coisas que não podemos mudar! E você tem duas opções quanto a isso: passar a vida inteira com postura de vítima, se lamentando, ou “fazer desse limão uma limonada”! Viver a vida que você tem da melhor forma, aproveitando plenamente o agora, como diz a frase.

Gente, a vida passa. Ontem, mesmo, eu era adolescente e meu sonho era fazer 18 anos. Ontem, mesmo, Theo era um bebê. Quanta coisa já passou…será que eu aproveitei minha vida plenamente até esse momento?

A verdade é que ninguém sabe quanto tempo vai viver. Isso é especialmente doloroso pra quem tem filhos com deficiências. A gente não quer deixá-los desamparados. Caímos, novamente, naquilo que podemos fazer ou não a respeito.

Tenho tentado cuidar da saúde. Quero me garantir pelo menos aí. E quanto ao resto, que está fora do meu controle, melhor não gastar energia com isso. Melhor, mesmo, é concentrar-me em viver o presente da melhor forma. E o Calvin resume tudo super bem:

Imagem: http://bit.ly/1ZGECBe

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E a pergunta é: será que eu tenho terminado meus dias “com os joelhos verdes”? E você? Vou dar um tempo pra você checar a cor aí… 🙂

Pra terminar, não quero ninguém pensando “oh, meu deus, que ser especial e elevado é essa pessoa que consegue fazer isso”. NÃO! Não sou nada disso! Eu dou conselhos e tento segui-los também! (Tava rindo disso, ontem, com uma leitora do blog no Facebook). Eu também luto pra colocar certos mantras na minha cabeça. Um dia, eu consigo!

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