Ao mestre com carinho

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Já pararam pra pensar que a escola é o segundo lugar onde nossos filhos passam mais tempo (só perdendo para nossos lares)? Lá, estão sob a responsabilidade de seus professores.

E que responsabilidade! O mestre tem que ser multitarefa: além de estudar, se aprimorar, adaptar-se às novas descobertas sobre as formas de ensinar, tem que ficar de olho se todo mundo está acompanhando, se os colegas estão se tratando de forma respeitosa, se o ambiente familiar de cada um está interferindo na aprendizagem, se há algo a mais – talvez não notado pelos pais – interferindo na assimilação das informações por aquela criança.

É um pouco psicólogo, um pouco enfermeiro, um pouco de tudo. Professor tem que ter jogo de cintura para gerenciar 40 personalidades distintas no mesmo ambiente. Tem que saber lidar com pais que, muitas vezes, não entendem que o papel de dar limites é deles. Uma grande amiga minha deu aulas durante 2 anos em uma escola particular cara de Belo Horizonte. Desistiu e foi cuidar da gastrite que surgiu nesse período. Entre desrespeitos e grosserias de algumas crianças, ela teve que ouvir que “você trabalha pra mim, porque o meu pai paga o seu salário”. Reproduzindo discurso dos pais? Como chegamos a esse ponto? Educação é mesmo bem de consumo?

Os que trabalham na rede pública, além de tudo, têm que gerenciar “a falta”: de recursos para a sala de aula, de apoio superior, de dinheiro no fim do mês para pagar as contas e sustentar a família com o seu trabalho. Toda a minha admiração a esses profissionais. Dar sua contribuição para a formação de um ser humano decente é, talvez, uma das tarefas mais difíceis da atualidade.

Enxergar o potencial em uma criança e desenvolvê-lo é uma das tarefas mais nobres que podem existir.

E, agora, um parênteses para homenagear aqueles professores que cuidam de nossos pequenos “com sufixo”: os professores de educação inclusiva e especial! Quanto amor cabe na pessoa que se abaixa para olhar nos olhos daquela criança? Que repete cem vezes a mesma instrução se for necessário? Que vê a criança por trás do sufixo? Quanto amor é necessário para brigar com um sistema público que quase não tem o básico e um sistema privado que privilegia o lucro acima de todas as coisas? Tudo para que essas crianças possam se desenvolver com suas particularidades respeitadas?

Pois nossos filhos sabem quem nasceu mesmo pra isso. Sentem o amor. E correspondem indo felizes para a escola, abraçando essas pessoas, dando beijos de boca aberta, e o mais importante: APRENDENDO.

Porque toda criança pode aprender. E o professor de educação inclusiva ou especial sabe e acredita nisso!

Nós amamos vocês! Muito obrigada pelo dom, pela dedicação, por todos os pequenos e grandes aprendizados que vão fazer toda a diferença na vida dos nossos filhos! (Fiquem com o Theo e o tio Mark) <3


Vocês acham que o Theo gosta da escola e do professor?? (P.S: quase morro de amor e felicidade com isso!). Mais no Snapchat “lagartavirapupa”! ???? #theolindo #autismo #amor #love #teacher #autism

A video posted by Blog Materno | Andrea Werner (@lagartavirapupa) on Sep 18, 2015 at 6:58am PDT


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Foto: Shutterstock

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